"Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer." [M.S.T.]

31.12.08

Desejos!*


Tento lembrar-me dos meus doze desejos para 2008. Tento. Mas não consigo. De doze, ficou um. Ser madrinha da Matilde. Se calhar, foi esse que o meu coração pediu com mais força e talvez só esse se tenha realizado. Talvez os outros desejos fossem tão banais, que mesmo concretizados, não tiveram importância, não fizeram que nada fosse melhor, não mudaram o meu destino, mantiveram o meu ‘karma’. O tal de ‘fado’.

No último dia do ano.*


Senti saudades de muitas coisas. Momentos em que fui feliz. Sorrisos que o meu coração expressou. Lágrimas que a minha alma derramou, de doçura e de dor.
Se pudesse viver tudo de novo, revivia, sem angústias nem arrependimentos. Cada momento foi especial, até aqueles que me magoaram bem fundo. Faz tudo parte da vida, e fizeram todos parte de mim.
E voltam as saudades. E o pavor de começar mais um ano. E o medo de não voltar a dizer que tenho saudades de tudo.

Fui Feliz.*


"este ano perderam-se muitas coisas na minha vida. não se perderam todas porque não foram possíveis mais. no entanto, (...) fico feliz (...) pela louca persistência que me conheci, pelas tuas mãos e pelos teus beijos. tenho pena das palavras que não consegui dizer, pelos pedidos que não fiz, pelas frases que dançaram no meu peito sonos inteiros. a verdade é que nem sempre olhamos para a frente como devemos."

E os anos têm passado depressa demais.*


'Por mais anos que passem, não há nada que se compare àquele momento extraordinário e irrepetível em que tocamos pela primeira vez a mão de alguém por quem nos sentimos atraídos. O primeiro olhar que prende, o primeiro abraço que nos mergulha num caldeirão de bem-estar e de calor, o primeiro beijo, quase sempre tímido, quase sempre trapalhão, afinal pouco diferente dos que dávamos quando tínhamos 15 anos.'

[M.R.P.]

30.12.08

Afinal Crescemos*


'um dia pensamos: quando guiaremos um carro? quando andaremos de avião? quando vamos dar o primeiro beijo? quando olharemos de frente para alguém e sentiremos a alma revolvida? quando faremos amor? quando vamos juntar dois dias sem dormir? quando chegaremos a casa às seis da manhã(seis?!?)? quando vamos andar sozinhos pela rua sem a mão do pai? quando vamos acabar o liceu? quando me interessarei por filmes com legendas?
um dia esses dias chegam, e o que fazemos com eles? esperamos que alguém diga como fazer? sentimo-nos finalmente felizes? ou constatamos que afinal crescemos?'

[da maria, umaveznãochega]

29.12.08

Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza que não vais voltar.


Cansada de me convencer que apesar do teu individualismo, estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti, te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável. Nunca pensei enganar-me tanto. Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha. Alguém que te chamou a atenção e que, um dia, decidiste que querias atravessar, com a intuição certeira de um animal selvagem que procura refúgio temporário, quando está cansado. Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. Mas acho que, quando eras pequeno, te arrancaram uma parte de ti, e desde então ficaste incompleto e perdeste, quem sabe talvez para sempre, a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre.

[Margarida Rebelo Pinto]

Sabes olhar o céu e encontrar alguém na mais pequena estrela?


Sabes?

28.12.08

E Hoje Um Acaso Fez Sentido.*


No meio de milhares de pessoas que corriam, como se tivessem perdido o próprio coração, encontrei-a. Soube que era ela. Não me perguntes porquê. Foi ela que te roubou de mim, muitas vezes. É com ela que preferes ficar. Com ela e com todas as outras.
Já me resignei ao facto de ser sempre um segundo plano.
E dou-me por contente. Pois deixaste de ser sequer um mísero plano para mim.

27.12.08

O Sonho.*


O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa e, com sensíveis
Movimento da esperança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -
Os beijos merecidos da Verdade.
[Fernando Pessoa, Mensagem, 1934]

26.12.08

Depois de ires embora ficou tudo igual.*


A saudade do sabor da tua pele. O vazio das tuas mãos.

25.12.08

Eu e os outros.*


'Foi aí que entendi quem sou.
Ao contrário do poeta, eu sou o eu e sou o outro
e tudo o mais que está no intermédio, na fronteira e mesmo além.
Não há em mim tédio nem pilares, nem cheios nem vazios.
Há exactidão e limites transponíveis que vão de mim para os outros,
como se quisesse que tudo e todos vivessem dentro do meu peito.'
[uma mensagem de natal adaptada de 'alceibades']

A vida ama o equilíbrio.


Se fosse só ela a mandar faria que a cor de ouro estivesse permanentemente sobre a cor azul, que todo o côncavo tivesse o seu convexo, que não acontecesse nenhuma despedida sem chegada, que a palavra, o gesto e o olhar se comportassem como gémeos inseparáveis que em todas as circunstâncias dissessem o mesmo.

[José Saramago]

23.12.08

Há Sonhos que carregamos connosco durante anos.*


Há sonhos que carregamos connosco durante anos, ora adormecendo-os nas canseiras da vida, ora despertando-os na ternura com que começamos a descer as encostas do tempo, ora acedendo neles à lucidez poética que a administração dos dias nos vais negando. (...)

[João Maria André - Bonifrates]

22.12.08

Paciência*.


Saber Esperar. Quem sabe esperar o bem que deseja não toma a decisão de se desesperar se ele não chega; aquele que, pelo contrário, deseja uma coisa com grande impaciência, põe nisso demasiado de si mesmo para que o sucesso seja recompensa suficiente. Há pessoas que querem tão ardente e determinantemente certa coisa, que por medo de perdê-la, não esquecem nada do que é preciso fazer para perdê-la. As coisas mais desejadas não acontecem; ou se acontecem, não é no tempo nem nas circunstâncias em que teriam causado extraordinário prazer.

[Jean de La Bruyére, in "Os Caracteres"]

17.12.08

Como distingues num beijo quando estás apaixonado e quando não estás?


Respondeste-me 'quando dói'. E tu disseste-me ' pela respiração'. Outro alguém concluiu com 'apenas o sinto'...

Junta-se tudo e sai isto...

'Quando sentires o peito magoado de ansiedade e desejo. Quando já não souberes lidar com as palavras, porque aquilo que sentes te transcende. Quando o silêncio e a escuridão não forem incomodativos, nem embaraçosos, então podes saber que é algo a sério. Ai os beijos sabem a rebeldia. Sabem a força, como alguém determinado a esmurrar uma parede, mesmo que não haja razão aparente para tal. Mas também sabem a ternura e a carinho... É uma mistura agri-doce de sensações, inexplicável, onde há como que uma luta entre algo selvagem e algo doce. Por isso, sim, sabem a açúcar. Mas também sabem a pimenta. E têm sempre um objectivo: mudarmo-nos, libertarmo-nos. Desprendermo-nos e amarrarmo-nos ainda mais...'

16.12.08

Tu não podes estar ao pé de mim, mas estás em mim. É mais perto.*


Depois do Amor

' se me rio depois do amor,
é puro contentamento de alguém que me foi dado,
é só o deslumbramento do momento revelado...
mau, é depois do amor, não haver vestigio dele.
cresce por dentro um vazio, que nem as palavras preenchem...
da proxima vez que me rir,
já sabes: foi amor que se deu.'

[* 'depois do amor', clã]

15.12.08

Encontrar!*


'Contra todos os contras, encontrámo-nos. E agora conhecemo-nos, partilhamos lágrimas e risos, amamos o bom e o menos bom de cada um. Porque é mais bonito conhecer as imperfeições do que embrulhá-las em ilusões. E as diferenças também são essenciais: é através delas que se estabelece a distância entre um e outro, sem a qual não pode haver amor. Quem ama alguém, ama por quem é. Eu amo alguém que me está sempre a lembrar quem ela é – e não a mim.'

[adaptado de Miguel Esteves Cardoso]

Faltam 7 dias!*


E já recebi o primeiro presente! Adorei!
Obrigada A.S.!*

14.12.08

Nascida Para Casar!*


Ontem disseste-me que acreditavas que não tinhas nascido para casar! Que ias ser mãe aos 30 anos, nem que para isso tivesses de ser mãe solteira. Que era mais giro seres mãe solteira. Que não precisamos de homens para nada! Nem sequer para ter um filho!

[Acredito que penses nisso! Mas não que desejes tudo isso, pelo menos nessa plenitude e com essa certeza com que me falas.]

E depois convidaste-me para aos 30 sermos mães e irmos viver juntas. Que seríamos uma família diferente! E adorei a ideia!*

13.12.08

Baloiço por ti !*


'O meu amor por ti senta-se num baloiço. Parece que sim. Parece que não.
Atiras-me areia para os olhos. Parece que sim. Parece que não.
Oiço o ranger do baloiço. Parece que sim. Parece que não.
A tua mão estende-se para mim. Oiço o som da tua voz. Parece que sim. Tropeço em ti. Caio em mim.'
*Parece que não.*

Porque vivemos como se o Tempo nos pertencesse infinitamente?





Como se pudéssemos repetir tudo de novo, como se pudéssemos alguma coisa?!




[Inês Pedrosa]

Aquele que eu amo desejo que seja livre...


... Até de Mim!*

Guardar.


'Significa deitar maõs à obra, olhar para cada coisa, pegar-lhe com cuidado e atribuir-lhe, primeiro, uma importância e, depois, uma gaveta. Como um sotão que se arruma mantendo intactas todas as peças e, até, alguma poeira que o tempo acumulou. Ninguém deve limpar o chão de um sotão antigo com baldes de lixívia e uma escova dura. Separa-se o que não interessa ou já não tem utilidade e deita-se o lixo no lixo. É exactamente isso que deviamos fazer com o nosso passado. Separar o que nao interessa, arrumar muito bem nas gavetas os pequenos e grandes tesouros e deitar o lixo no lixo'.

[http://sheisallthat.blogspot.com]

Quando te fores embora, não faças barulho!*


Quando te fores embora, não faças barulho.
Prefiro não saber, não te ouvir, não sentir ao olhar a tua sombra na parede e perceber que pode ser a última vez que a luz desenha o teu perfil aquilino, metade pássaro, metade imperador. Prefiro não saber que partes, porque ao menos assim, não choro a tua ausência, porque não me foi anunciada. E se não fizeres barulho e eu continuar adormecida, no dia seguinte vou imaginar que acordei em um outro lugar, que entrei numa dimensão desconhecida, que mudei de nome e de coração e que, como nunca te conheci, não posso chorar a tua perda.

[Margarida Rebelo Pinto]

O Prazer!*


O prazer é como uma caixa de bombons suíços, temos sempre vontade de lá voltar!

[M.Rebelo.Pinto]

12.12.08

'Encontrei algo em ti diferente de tudo (como a beleza do Outono), desenterrei um sentimento que nunca tinha nascido!'


[By Che]*

'Sempre o disse: não acredito na felicidade.


Apenas em momentos felizes, instantes ou períodos em que o mundo nos parece respeitar os sonhos.' [JMV]*

Este Mês Ainda Não tive um Dia Completamente Feliz!*


[Já não sei se Amo Dezembro!]

Não Sei!*

"não sei. não sei. não sei. não sei a cor dos pássaros que voam rápido demais. não sei se devia ter aprendido a jogar à bola com os miúdos lá da minha rua. e não sei se amanhã vou conseguir acordar de manhã. não sei se vou dizer 'gosto de ti'. e não sei se estes foram os piores dias da minha vida. não sei se já fiz amor. não sei se perdi boas oportunidades. não sei a que sabem os teus olhos. e não sei onde estás agora. não sei o que há depois do último piscar de olhos. não sei o que há para além dos abraços que perdi. não sei. não sei o que há depois de um último beijo. não sei se vale a pena. não sei se na tua voz há eternidade."

[da Maria, umaveznãochega!*]

Todos os dias me preparo para te encontrar, num acaso, ao virar da esquina!*


'Ama Como Começa a Estrada!'


Faltam 10 dias!*


10.12.08

Faltam 12 dias!*

E continua a não me apetecer fazer anos!*

Talvez.


"Talvez o amor seja o processo através do qual te conduzo suavemente de regresso a ti mesmo. Não a quem eu quero que tu sejas, mas a quem tu és."

[Antoine de Saint-Exupéry]

Matilde!*

[mais que amor, mais que doçura, mais que carinho, mais que princesa, mais que saudades!*]

9.12.08

Não me apetece fazer anos!*



A cada ano que vivo, mais me convenço de que desperdiçar a vida é todo o amor que não demos, os poderes que não usámos, a prudência egoísta que nos impede de arriscar e que, fugindo à dor, nos impede também de alcançar a felicidade!*


E não me apetece fazer anos! Nunca me apetece! E um dia vou deixar de os contar! Aos 30. Pode ser?!

8.12.08

A infidelidade é uma armadilha: primeiro abraça-nos e depois estrangula-nos!*

E a monogamia continua a não ser uma escolha, é uma vocação.
E não é fiel quem quer, é fiel quem pode.
(Temos dito!*)

Obrigada!*


Gostei quando entramos naquela loja que adoro e me disseste: "Escolhe o que quiseres!".
Mas sai de lá de mãos e coração vazios porque "não me apetece nada"!
O meu coração entrou em férias sem pedir autorização e a minha alma já está a ficar com saudades dele.
E enquanto ele não volta, "não me apetece nada"! Obrigada!*

7.12.08

Onde reside o Amor?!*

"O amor reside dentro de cada pessoa e não fora dela. E quem não o descobrir, está perdido."

Sempre Teu, Sempre Meu, Sempre Nosso!*



6.12.08

5.12.08

Saudades!*


Hoje tive saudades. Saudades do teu sorriso e da leveza da tua alma. Saudades do bater do teu coração e do meu, quando estive contigo. Saudades do momento e dos momentos seguintes. Saudades da luz que acariciava a tua janela. Saudades das tuas mãos e da única vez que disses-te que as tuas mãos também tinham saudades minhas. Saudades.
Mas a Vida será sempre mais que esta sucessão de saudades que me angustiam.
E continuo a seguir em frente. Com Saudades.*