"Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer." [M.S.T.]

30.4.09

Hoje, nem a mais bela declaração de amor faria sentido


Pouco antes do desejo, da vontade e do sentir, pensei no futuro. Não no futuro instantâneo, imediato. Mas naquele em que deixaremos de trocar olhares enquanto conduzes, naquele em que os meus lábios não precisarão mais da ternura dos teus, naquele em que não haverão noites para adormecermos abraçados, naquele em que a palavra 'nós' não fizer, como sempre, qualquer sentido.
Merda, voltei a escrever para ti.

29.4.09

"Ela sabe que não se consegue precisar o momento, a hora, o dia em que uma pessoa fica apaixonada. Sempre um pouco antes, sempre um pouco depois. Ela sabe que não se pode revelar definitivamente como, e porquê, uma pessoa ficou apaixonada por esta pessoa, precisamente esta, e não por outra muito parecida com ela. Qualquer razão perde a razão. O que uma pessoa pode sentir é se está ou não apaixonada. Que houve um estreito abismo, sem saber quando nem como, sobre o qual sabe que saltou. Sem poder avaliar as consequências. Como uma doença. Não é só isso. Uma pessoa quando está apaixonada não está continuamente apaixonada, muito menos com a mesma intensidade. Varia muito. Acontece uma pessoa duvidar se está ou não apaixonada. Ficar totalmente baralhada. É mais fácil uma pessoa sentir a paixão por outra pessoa quando ela não está presente. Isso parece-lhe um facto. A sua ausência aumenta o poder da sua presença. A paixão é mais sua, mais inteira, há menos interferências. Com ela é assim. Sente um vazio que só o outro, único no mundo todo, vai poder preencher, sarar, cuidar. Uma espécie de saudade imperiosa. Uma questão de vida ou de morte."
Rosa Vermelha em Quarto Escuro, Pedro Paixão

"(...) e elas tinham-lhe explicado como é que se faz, aconselhando-a sempre a nunca, sob pretexto algum, tirar o coiso da boca quando ele se estivesse a vir porque a esporra podia molhar a pessoa toda e meter-se nos olhos, e sabes querida, podes ficar cega por causa disso, e, além do mais, esse é o momento em que tudo explode em mil bocados e tu não vais querer tirá-lo da boca..."

-Última Saída para Brooklyn, de Hurbert Selby Jr.

28.4.09


Ás vezes, não me revejo no que faço. Apenas no que sinto.
É o que tenho, hoje, para escrever, depois de tudo o que senti.

Para nunca esquecer.

28 de Abril de 2009.

24.4.09

Aos meus amigos.

Custa-me sempre muito meter tudo numa mala. Principalmente nestas, definitivas. Cada pedaço-de-vida que arrumo faz-me lembrar de tantos-e-tão-doces momentos. Sorrio por entre as lágrimas-de-saudade. Levo-vos comigo neste sonho. Nesta viagem irremediável no final dos melhores quatro anos da minha vida. Obrigada pelos sorrisos, pelas histórias contadas e inventadas nas muralhas de tão grandiosos castelos. Obrigada pelo ar que respirámos sempre unidos. Obrigada pelas loucuras cometidas, apenas porque sim, apenas porque ainda temos idade e desculpa para tal. Obrigada por crescerem comigo, por me ajudarem a crescer, por me ensinarem a respirar fundo e a ir. Obrigada pelos abraços, principalmente pelos abraços-de-alma. Obrigada pelas palavras certas no meio de tanta coisa errada. Obrigada pela vida que construímos de mãos dadas. Obrigada pelas 'terças-feiras loucas'. E pelas quartas, quintas e sextas... Obrigada pelo amor que a amizade despertou e que nunca se apagou. Obrigada, meus amigos. Meus amores.

23.4.09

A Janela *

E enquanto o dia nasce reflicto e suspiro!
Sonhei, com os pés no ar e a alma dentro de ti!
O certo e o errado não existe agora!
A penas o que senti e o que sentimos juntos!
E as horas que passaram ficaram!
Porque depois da insanidade do momento ficou a leveza dos nossos espíritos!
E o sol acabou mesmo por invadir este quarto de vida. O momento acabou!
Mas eu sei que durou para sempre!

23 de Outubro de 2008

(*) recuperado. afinal, hoje é mesmo uma data especial.

22.4.09


Parece que foi há muito tempo. Talvez até tenha sido um sonho...*

Clandestinamente, recordo esse teu ar de menino doce e convencido! Clandestinamente, sinto e vivo o que passou, o que o meu coração inventou, o que – de consciência limpa - compus, na mais pura essência de mim, de nós. Clandestinamente, acaricio esses teus cabelos, nos sonhos que fabrico… porque gostei, gosto e talvez gostarei sempre deles. Do ar desalinhado com que me olhas, do tal desalinhamento desses cabelos cor de ouro, de terra, de vida!Clandestinamente, existes em mim!Clandestinamente, digo-te que não é amor, nem amizade, nem atracção, nem ódio, muito menos paixão… é simplesmente um sentimento “clandestino”.
Guarda, 7 de Outubro de 2008

[Porque às vezes (muito raramente) faz bem (re)viver o passado. ]

(*) Recuperado do blogue que criei, por esses dias, para ti.

E depois de tudo isto percebo que não acredito nesse amor. Que voltei a ser uma 'teenager inconsciente'. Que não sei nada. Nada. Nada. E que por isso sou feliz. Feliz. Feliz.

20.4.09

'Eu vi
Mas não agarrei'

O sol voltou para nos ver sorrir nestes dias-de-irresponsabilidade-que-daqui-a-três-meses-vão-acabar.

16.4.09


No dia em que te deveria ter beijado e nunca mais te largado, acomodei-me ao sofá e aconcheguei-me ao calor delicado da lareira. Faz frio. Por isso achei, que o calor do teu corpo não seria suficiente. Fiquei aqui. Não fui. Não percorri nenhuma rua da cidade. Não nos cruzamos nem pestanejamos para nos beijarmos com as pálpebras. Baixei os braços. Deixei-os cair. És livre. Como eu. A história acabou. Aqui. Ponto final.

15.4.09


Não sei muito bem se são sonhos. Se é apenas imaginação. Não sei se nasceram há anos se há poucos segundos. Não sei se é inato, se aprendi com aqueles com quem me cruzei. Não sei se os odeio, se os continuo a venerar. Não sei se são verdes (às vezes acho que já foram vermelhos). Não sei se cheiram a baunilha. Não sei. Acordei e perguntei à minha mãe se foi ela que me ensinou a fazê-lo. Sorriu e disse-me para me levantar. O dia passou. Mas não tenho a resposta. Mas eles, eles são muitos. Os Sonhos. (?)

14.4.09


Queria um raio de sol sob os meus cabelos. Um sorriso mais doce que o mel da tua boca. E a certeza que o futuro trará brilhos nos olhos e viagens repentinas ao infinito.

13.4.09


Andei estes últimos meses a apregoar que o meu coração estava fechado para férias. Mas não esteve. Nunca. Dizia-o para te provocar, para mostrar que estava contigo só em corpo, nunca em alma. Hoje apercebi-me que tenho o coração vazio. Não fiz nada para isso. E ele está em branco. Desejei tanto que aconteceu, silenciosamente. O vazio é doce. Sabe a liberdade. E sabe bem.

Limpei-vos. A todos.

Todos.

12.4.09


Hoje fiz duas coisas importantes. Pensei em ti e sorri.

11.4.09


És a mais bela lembrança que tenho do amor. Agora és (apenas?) isso. És a mão que me conduziu, por instantes, ao lugar onde poderíamos ter sido príncipe e princesa. És tanta coisa. Comigo ou sem mim. Seremos sempre um sem o outro. Mas seremos felizes. Fomos felizes na nossa história.

[Era isto que te queria dizer hoje, no 'onde tens andado?' que digitei, ainda há pouco!]


9.4.09


Tu ainda não gostas de mim.

8.4.09


Dias de Inércia.

7.4.09


Gosto do silêncio, quando estou ao teu lado. Gosto do silêncio
e do sossego da minha alma quando estamos abraçados. Não gosto deste último
silêncio. Em que estás longe. Em que estamos longe um do outro. E até no teu
'bom dia' há silêncio.

6.4.09


Lembrei-me da primeira vez que saímos juntos. Convidaste-me para caminharmos lado a lado, em paralelo com a praia. Eu aceitei.
Quis muito (muitas vezes) dar-te a mão. Mas o tempo passou e não te toquei.
Ofereceste-me já no final 'o casaco ou um abraço'. E os teus braços foram, ali, meus, com calma.
Da próxima vez dou-te a mão desde do início e... e não volto a deixar que os teus beijos saibam a saudade.

5.4.09



Quero um Abril mais claro que Março.
Quero a transparência dos teus olhos. A leveza do teu sorriso.
Quero ir. Ser tua. Partir.
Não há compromissos. Nem sequer hora marcada.
Espero por ti, numa travessa qualquer das ruas da cidade.
Se o destino quiser, o teu olhar cruza-se com o meu e beijamo-nos com as pálpebras.
Se não quiser, a nossa história acaba. Aqui.

4.4.09


Os meus dias sem ti. Tempestuosos. Mal-recortados. Esbatidos. Mal-Amados.

1.4.09


Não estou apagada. Pelo menos, não aqui. O que tenho para escrever é que é tão secreto que nem ao meu coração consigo contar.
Sabes quando achas que tudo pode mudar mas, de um segundo para o outro, permanece tudo na mesma? O vazio. A desilusão. A certeza de que não foi desta. Que, se calhar, não será nunca.
Sou e serei sempre irremediável. E no meio de tudo isto continuo a iludir-me. Com príncipes-desencantados-que-me-ensinam-a-voar-para-depois-me-largarem-a-mil-metros-de-altitude.
Photography by: M.S. (2008)